Léa Duchovni

A fundadora da instituição é Léa Strachman Duchovni (1927-1987), nascida e criada em Campinas, formou-se Normalista pela então Escola Normal “Carlos Gomes”, atualmente Escola Estadual Carlos Gomes.

Pianista de grandes dotes formou-se pelo Conservatório Musical de Campinas.

Por ser uma pessoa dinâmica, inteligente e interessada fez diversos cursos de atualização em artes, filosofia, administração oratóris e psicologia.

Por muitos anos redigiu a coluna “Nosso Cantinho” do Jornal Diário do Povo como jornalista.

Foi membro do Coral da Sociedade das Senhoras de Rotarianos de Campinas como cantora e apresentadora.

Foi professora de piano, destacou-se, sobretudo, por sua dedicação a obras sociais e de benemerência, tendo desenvolvido intensa atividade de assistência social às comunidades carentes dentre as quais vale citar:

– Integrou o Conselho Consultivo da Sociedade Non Scholae Sed Vitae;- Colaborou com a Escola “Norberto de Sousa Pinto” especializada em crianças com necessidades especiais;
– Participou ativamente na campanha de obtenção de fundos para as atividades assistenciais em favor da criança com paralisia;
– Foi membro ativo da sociedade das Senhoras das Senhoras de Rotarianos de Campinas, onde foi eleita presidente, tendo colaborado na construção e manutenção do Lar Escola Rotary;
– Colaboradora voluntária nas atividades sociais para angariar fundos para as obras da reforma da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, Catedral Metropolitana de Campinas e do Asilo dos Velhos;
– Membro do Clube das Soroptmistas;
– Membro da diretoria da equipe “Tudo é Brasil” da Cruzada das Senhoras Católicas;
– Organizadora de um Grupo de Senhoras que desenvolveram atividades de benemerência em bairros de populações carentes, intensificando suas atividades no Jardim São Pedro;

Um pequeno esclarecimento deve ser feito em relação à pessoa de LÉA. Léa era judia, e o símbolo da mulher judia é a vela, que ela tem o dever e o privilégio de acender, no seu lar, no início do sábado. Seu nome Léa, em hebraico Leah quer dizer: a de olhos fracos, isto é ternos e tristes. Cansada: languescente (bonita, ativa, laboriosa) Seu derivado latino é Léa: leoa. Léa Duchovni foi de fato, uma leoa, mulher ativa, bonita, que fastigava-se para servir, de olhos ternos e tristes e voz cálida de timbre forte. Léa foi a amiga, a mão forte para muitos sem distinção de raça, cor, religião ou condição social.

– Fundou o Grupo das Servidoras do Lar Pobre de Campinas, do qual foi presidente e, em cuja gestão construiu a Sede onde ainda hoje atende a população do Jardim São Pedro e dez (10) bairros adjacentes, com especial atenção a crianças, adolescente, mães e gestantes e, propiciou a criação de:

  • Clube de mães
  • Clube de gestantes
  • Cursos profissionalizantes de datilografia, corte e costura, culinária, cabeleireiro, manicure, pintura em tecido, cursos de arranjo de flores, bombons, marcenaria e dentre outros.
  • Assistência social às famílias
  • Ensino e recreação para crianças e adolescente
  • Consultório odontológico gratuito

Após seu falecimento, o Grupo das Servidoras, em assemblea geral decidiu alterar a denominação da entidade e, em sua homenagem, passou a chamar-se GRUPO DAS SERVIDORAS LÉA DUCHOVNI DE CAMPINAS.


Na comunidade israelita local, foi diretora social e presidente da Wiso Internacional e das Pioneiras, entidades que buscavam subsídios para crianças carentes.


Além destas atividades, LÉA DUCHOVNI sempre esteve disponível para ajudar as pessoas que a procuravam e encontrava tempo para atender a todos, sem distinção de credo, cor ou classe social.


Reconhecida pela sociedade Campineira, por várias vezes recebeu o troféu “Andorinha”, por atos de destaque em nosso meio social.


Sempre alegre, vibrante, comunicativa, Léa impulsionou com êxito os empreendimentos sociais que patrocinou.


Reconhecida pelos amigos e de quem privava de seu convívio caloroso, com sua vida ativa, deixou marcada sua passagem.